019 – O teatro da vida

Posted on 19 de agosto de 2010

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A cada encarnação, antes de nascermos no corpo físico, quando a nossa consciência ainda está livre das limitações da dualidade, sabemos exatamente o que precisamos fazer nessa vida, os defeitos que devemos corrigir, as missões que devemos cumprir, as experiências que vamos passar. Sabemos, também, que descemos à Terra para representar um papel, como num teatro. Sabemos que precisamos mergulhar na vida material para fazer o melhor que nós pudermos.
 
Quem achamos que somos aqui, não é realmente quem somos. É apenas o papel que estamos representando nesta vida em particular, nessa época, junto com as pessoas que estão no “palco” com a gente. É interessante recordar que já representamos vários outros papéis, em outros cenários, em outras épocas. O que, sinceramente, esses papéis passados significam pra gente hoje? Nada! Nem nos lembramos deles. A peça acabou, ou melhor, a gente simplesmente saiu do roteiro. O que ficou foi apenas a experiência espiritual que obtivemos com aquele papel.
 
O sofrimento acontece porque, devido às barreiras da dualidade, que nos impedem de lembrarmos quem realmente somos, de termos acesso à nossa consciência integral, nos envolvemos demais com os papéis que estamos representando no momento e achamos que tudo isso que estamos vivendo é a vida real.
 
Quando nos desligamos do corpo físico, a vida na Terra continua se desenrolando normalmente e nos damos conta que o “engenheiro pai de 3 filhos”, a “arquiteta milionária”, o “professor carrasco” ou seja qual for o papel que estávamos representando, eram apenas personagens dentro de uma peça, e que nada disso tinha relevância. Nem tampouco os términos de relações, as demissões, as doenças, as batidas de carro foram relevantes. Foram apenas cenas de um determinado capítulo da trama. O que vale, as únicas coisas que ficam, são as experiências que tivemos ao representar esse papel: os defeitos que conseguimos trabalhar, as pessoas que conseguimos ajudar, a evolução que conseguimos alcançar.
 
Um ótimo jeito de encarar a vida quando surgem os problemas corriqueiros do cotidiano, as discussões, os desentedimentos, os acidentes, é lembrarmos que não precisamos levar nada disso tão a sério, pois nada é tão real quanto parece. Em vez de nos envolvermos com as emoções do nosso personagem, podemos lembrar que somos apenas atores! E devemos olhar nosso interlocutor, seja ele um pai austero, um chefe injusto, ou um desconhecido esquentadinho, também como um ator “inconsciente”.
Imaginando a vida como um palco e nos desligando emocionalmente dos personagens que estamos representando, podemos reagir de maneira muito mais tranquila e eficiente diante de qualquer situação. Apenas pense “Neste momento o personagem que represento está levando uma fechada no trânsito. Mas como eu sou dona do meu roteiro, eu escolho manter minha tranquiliade, porque não quero colocar meu personagem em risco, tendo alguma reação inconsequente”. Passando pelos testes que a vida nos apresenta, a tendência é não termos que repeti-los mais. Então seria ótimo cultivarmos a intenção de lidar cada vez melhor e mais rápido com as situações da vida.
 
A cada dia, com o despertar consciencial que está acontecendo exponencialmente neste este fim de ciclo, mais de nós vamos nos dar conta dessa realidade. Vamos conseguir cada dia melhor identificar que os nossos egos (personagens da peça) são apenas instâncias ou representações materiais da nossa consciência integral, que é realmente quem deve ficar no controle.
 
Até a próxima,
Maria Bianca
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