021 – A relação com os animais na Nova Era

Posted on 5 de setembro de 2010

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Quando instalamos dentro de nós a real intenção de sermos pessoas melhores, mais cedo ou mais tarde, e inevitavelmente, nos deparamos com uma característica marcante de egoísmo que está mais sedimentada em nós do que imaginamos: a nossa cruel relação com os animais.
 
Habitamos um mundo repleto de espécies de animais e, a princípio, somos apenas uma espécie em milhares. Entretanto, a raça humana, dotada de um cérebro racional, projeta-se como dona de todos os outros habitantes da Terra. Nos julgamos superiores e no direito de impor nossos interesses acima dos interesses das outras espécies, indefesas, que compartilham o mesmo planeta que nós.
 
Houve um tempo em que os negros não eram considerados humanos. Eram comercializados e tratados com crueldade e desrespeito. Nos divertíamos em arenas vendo os gladiadores brigarem até a morte. Atualmente aprendemos a reconhecer que a cor da pele ou a situação social de uma pessoa não a torna diferente ou inferior perante Deus. Vemos com repúdio o comportamento dos nossos antepassados com relação a essas práticas. Entretanto, não nos damos conta que praticamos em pleno século XXI atos semelhantes, ou até muito mais cruéis, com relação aos animais. Vencemos em grande parte o racismo, mas ainda não o especismo.
 
Imersos numa sociedade egocêntrica, fechamos completamente os olhos para o fato de que os animais sentem estresse, medo da morte, dor física, tristeza e saudade exatamente da mesma forma que nós (procure no Google sobre senciência animal). Somos extremamente frios com relação ao sofrimento desses seres, que não tem como se defender. E assim, maltratamos e matamos muitos bilhões de animais anualmente em nome do lazer, das pesquisas científicas, do vestuário e da gastronomia.
 
As informações sobre o impacto da alimentação carnívora no meio ambiente, assim como as informações sobre os benefícios da alimentação vegetariana, estão disponíveis aos milhões na Internet e na literatura. A tecnologia atual já é capaz de sintetizar materiais que substituem o couro e a pele animal para o vestuário com grandes vantagens. A ciência do século XXI definitivamente não precisa realizar testes e procedimentos dolorosos em animais de laboratório para avançar em pesquisas de remédios e cosméticos. E, por último, é gritante que as tradições como a tourada na Espanha e esportes como os rodeios estão mais do que ultrapassados, uma vez que ferem todos os princípios do bem-estar animal.
 
Creio que as indústrias da carne, da moda, farmacêutica e a pecuária são poderosas demais para deixar vir à tona as informações sobre os procedimentos pelos quais os animais passam para satisfazer nossos interesses. Mas como seres humanos interessados no aperfeiçoamento espiritual, é mandatório conhecermos essa realidade para podermos opinar corretamente sobre ela e escolher nossos hábitos. O vídeo mais completo que conheço sobre o assunto chama-se Terráqueos e pode ser visto pelo link abaixo. Mas existem vários documentários sobre o assunto, como o “A Carne é Fraca”, “Hope”, “Uma Verdade Mais que Inconveniente”, “A Revolução da Colher”, Turista Espacial”, “Não Matarás”, entre outros.
 
 
O uso de seres vivos sencientes em pesquisas, alimentação, esporte ou em qualquer outra atividade que cause sofrimento é completamente incompatível com a energia da nova era, a qual precisamos alcançar. Encarar essa realidade é um dos maiores testes para descobrirmos até onde estamos dispostos a abrir mão de alguns hábitos em prol de uma cultura mais consciente com relação ao divino que existe em cada ser vivo.
 
Que possamos aprender a procurar informações para que possamos fazer uma escolha consciente sobre os nossos hábitos.
 
Até a próxima,
Maria Bianca
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Posted in: Textos