024 – A meditação como forma de conexão

Posted on 21 de setembro de 2010

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No último email, falei sobre a grandiosidade dos eventos que estão para acontecer nos próximos anos e fiz uma reflexão sobre como somos pequenos diante da dimensão dessas mudanças. Por mais que tentemos analisar e entender esse processo, nunca chegaremos perto do que ele realmente representa, de como ele funciona e por que está acontecendo. Isso acontece porque não é nada que possa ser entendido com a nossa mente. É como tentássemos entender Deus. Podemos representa-lo nas nossas mentes como um velhinho bondoso de barbas brancas, um pai amoroso, um espírito onisciente, uma energia que está em tudo. Ou seja, podemos representa-lo de qualquer forma para que nossa mente possa trabalhar com a ideia “Deus”, por meio de referências que temos da tridimensionalidade. Mas mesmo a nossa compreensão mais abrangente e correta sobre Ele não chegaria a uma minúscula fração do que “Deus” realmente é.
 
Nossa consciência essencial, espiritual, está presa em um veículo totalmente limitado. Nossos sentidos são débeis ferramentas que nos fazem perceber uma apenas uma pequena parte da energia na qual estamos inseridos. Mas o principal fator limitante do nosso corpo é a nossa mente. Ao nascermos num corpo carnal, somos condicionados a ficarmos presos à mente e analisar, refletir e pensar apenas com ela. Além disso, a mente, assim como várias funções automáticas do nosso veículo de manifestação na Terra (as batidas do coração, o sistema imunológico, etc.), é um recurso que nem sempre obedece às nossas intenções. Ela tem vida própria. Em vez de usarmos e controlarmos a mente, acabamos muitas vezes sendo dominados por ela. E dificilmente percebemos como isso acontece. Tentar aquietar a mente por 1 minuto é um dos meios mais fáceis de perceber como não conseguimos domá-la.
 
Pois bem, em algum momento da nossa vida, precisamos descobrir que não somos a nossa mente.
 
A meditação, aliada a estudos sobre a consciência, é uma das ferramentas mais úteis para conseguirmos nos desprender aos poucos da perigosa limitação e controle impostos pela mente. É como se, por alguns momentos, conseguíssemos ser a consciência que analisa e controla, livre das limitações físicas. Livres das limitações da mente, conseguimos saltar para outro nível e vivenciar uma conexão com Deus, impossível de ser entendida e experenciada pelo nosso cérebro analítico.
 
Com a prática da meditação, conseguimos aos poucos assumir o controle sobre nossas emoções e não sermos dominados por elas. Ao mesmo tempo, ao experenciar uma conexão com o Universo, conseguimos começar a perceber que não estamos no controle de todas as situações da nossa vida. Ou seja, em vez de sermos controlados pela nossa mente e querermos controlar a vida, passamos a controlar nossa mente e confiarmos na fluidez vida. Começamos a entender, a sentir, a saber, que estamos inseridos numa realidade muito maior e paramos assim de nadarmos contra a correnteza, forçando situações que nossa mente analítica pensa que são as que devem acontecer. Em outras palavras, aprendemos a aceitar as situações que nos aparecem como experiências que estão ali por algum propósito e a usufruir delas da melhor maneira possível. Observação: não confundir aceitação com passividade ou prostração.
 
Pessoas que conseguem ser a consciência ou pelo menos estabelecer uma conexão mais forte com ela ficam muito maiores do que qualquer problema, vendo-os de cima, como experiências e desafios que generosamente são apresentados como oportunidades para a evolução. Tudo o que acontece nas nossas vidas foi de alguma forma planejado, está sendo assistido, gerenciado, por forças incrivelmente maiores do que nós. Mesmo sem abrir mão do nosso livre arbítrio, podemos aprender a confiar nesse processo de forma a não nos preocuparmos tanto diante das situações.
 
Aprender a meditar envolve disciplina, persistência e motivação. Mas tenho certeza que é o tipo de investimento que não tem como não trazer benefícios. Uma ótima prática para quem quer acelerar seu desenvolvimento espiritual e entender melhor a vida, assim como as mudanças que estão para acontecer.
 
Até a próxima,
Maria Bianca
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Posted in: Textos