033 – É urgente reaprender a amar

Posted on 17 de maio de 2011

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Pode ser uma atividade fascinante estudar mais e mais os temas relativos às transformações do mundo em 2012. Mas estar ciente dos acontecimentos atuais, dos planos do governo secreto, das previsões para 2012, dos mecanismos da ascenção e de tudo que ocorre nos bastidores do mundo não tem grande valia se esse conhecimento não promover um esforço para o aprimoramento pessoal. Mergulhar em estudos sobre a nossa essência e procurar entender como o mundo realmente funciona faz com que mudemos, gradualmente, o nosso foco do material para o espiritual. Mas essa mudança deve vir carregada de intenção, de modo que ela seja mais consciente e, consequentemente, ainda mais rápida.
 
As mudanças previstas para 2012 têm impacto direto sobre nossos corpos físicos, mentais e espirituais. Quanto mais sutil for a nossa vibração nessa época, mais compatíveis estaremos com as energias da nova era, e mais suave será o impacto dessas energias sobre a nossa vida como um todo. As incompatibilidades entre as energias podem gerar enfermidades de diversos tipos, fazendo algumas vezes com que a nossa adaptação física seja repleta de transtornos. Em casos extremos, em que o espírito ainda não tiver alcançado um nível mínimo de evolução, este continuará sua caminhada, após o desligamento do corpo material, em outras esferas que possam oferecer a continuidade da evolução desse espírito com outras almas afins.
 
Creio que não existe maneira melhor de aumentarmos nosso nível vibratório do que praticar o amor. Amar as pessoas faz parte da nossa essência e deveria ser algo natural. Entretanto, essa essência está atualmente coberta por um escudo, uma carapaça alimentada pelo medo de sermos rejeitados, medo de sermos passados pra trás. Essa carapaça nos mantém frios. O caos no qual nos encontramos nos torna desatentos. Num mundo onde reina o materialismo, imaginamos os outros como ameaças, adversários, concorrentes. Precisamos, então, resgatar essa essência e reaprender, ou melhor, a lembrar como amar as pessoas.
 
Muitas vezes, sentir amor requer apenas que treinemos a nossa atenção. A atenção é uma virtude de poucos num mundo caótico, onde estamos sempre correndo, sem tempo para parar e focar em qualquer coisa. Mas experimente, por exemplo, parar durante alguns minutos e se imaginar sendo outra pessoa. Escolha alguém da sua família, do seu trabalho, ou mesmo alguém desconhecido. Ao olhar para essa pessoa, tente “ser” essa pessoa por alguns momentos. Experimente como ela deve estar se sentindo, quais são seus objetivos, seus medos, suas preocupações. Prestando atenção nessa pessoa e tentando “ser” ela, passamos a nos identificar, a entrar em contato com a alma que está ali e a entender que a essência dela é idêntica à de cada um de nós. Tente, por exemplo, entrar nesse estado de atenção num momento em que encontrar um carro lento à sua frente, atrapalhando o trânsito. Fora do estado de atenção, nossa tendência é simplesmente buzinar ou no mínimo reclamar mentalmente do “carro da frente”. Entretanto, em estado de atenção, podemos nos atentar que ali dentro daquele carro existe uma pessoa. Uma pessoa com medos, objetivos, inseguranças, sonhos, amigos… uma daquelas que poderia ser você. Será que não fomos um dia a pessoa dentro desse “carro da frente”, um motorista iniciante, cheio de inseguranças com relação ao trânsito, tentando se proteger de um acidente? Ou de repente será que não seremos no futuro, quando formos idosos, cheios de limitações motoras e perceptivas? É quase certo que o objetivo da pessoa do carro da frente, ao andar lentamente, não é atrapalhar o trânsito. E mesmo que seja uma pessoa folgada, imagine a quantidade de coisas que a pessoa pode ter passado para se tornar desse jeito, e o quanto ela vai ter que passar pra deixar de ser assim.
 
Costumamos tratar os outros com indiferença quando existe falta de identificação. Por que ao vermos sofrer uma pessoa da nossa família, a quem amamos, nos enchemos de compaixão e muitas vezes até sofremos junto? Isso acontece porque estamos identificados com a vida dessa pessoa, sabemos das suas fragilidades, seus desejos, e não suportamos a ver sofrer. E qual a diferença entre essa pessoa que amamos e as outras? A diferença é que não conhecemos as outras pessoas, não nos identificamos com elas. Mas ora, isso não as torna diferentes das pessoas a quem amamos, pois ainda são pessoas, com a uma essência idêntica à nossa. Cada uma das bilhões de pessoas no mundo tem uma história repleta de acontecimentos, sentimentos e experiências, e vive essa história da mesma maneira que nós.
 
Se conseguirmos praticar o exercício de tentarmos ser as pessoas que encontramos na rua, vamos perceber que começaremos a ser mais tolerantes, compreensíveis, pacientes, altruístas. Passaremos a perdoar mais. Isso porque, ao fazer isso, nos desligamos um pouco do nosso ego e passamos a entender que somos todos um, fonte da mesma essência, apenas em corpos diferentes, em momentos diferentes, vivendo situações diferentes. Há um cumprimento maia em que uma pessoa diz “Eu sou um outro você” e o outro responde “Você é um outro eu”. Tentemos entender a profundidade desse cumprimento e comecemos a aplica-lo nas nossas vidas. É inevitável que, ao enxergar os outros sob essa nova perspectiva, o sentimento do amor incondicional autêntico começará a aflorar.
 
Até a próxima.
Maria Bianca
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Posted in: Textos